Manifestação de policiais civis bloqueia principais vias de acesso em Florianópolis

Protesto ocorreu um dia após audiência pública que debateu pontos de reforma

21 de Julho de 2021

 

Policiais civis se reuniram em frente à Assembleia Legislativa e fecharam as principais vias de acesso a Florianópolis, na tarde desta terça-feira (20). O ato é em forma de protesto contra a reforma da previdência.

O grupo pede que sejam garantidos direitos igualitários com relação a aposentadoria e pensão por morte. Segundo a categoria essa é a segunda maior mobilização da história.

Assembleia Legislativa

Deputados do PL, PSL e PSB criticaram as propostas de reajuste dos militares e da reforma da previdência enviadas à Casa do Povo pelo Executivo na sessão de ontem (20).

“O governo está mudando a remuneração dos oficiais da Polícia Militar (PMSC), os melhores salários do estado. Um cadete do terceiro período (aspirante a oficial) vai passar de R$ 6,5 mil para R$ 11.159,00, um reajuste de 169%. Isso para estudar, não é para dirigir viatura, trocar tiro com bandido, dormir em lugar insalubre. E manda um projeto de lei para massacrar o policial civil, o que justifica isso?”, questionou Ivan Naatz, líder do PL.

Jessé Lopes (PSL), por outro lado, criticou o voto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do deputado José Milton Scheffer (PP), que relatou projeto de autoria do parlamentar do PSL concedendo reajuste linear aos policiais militares.

“Acompanhei o voto do deputado José Milton em relação ao nosso Projeto de Lei Complementar (PLC) que incluía na proposta do governo um reajuste linear para a segurança pública. Argumentos de extrema irresponsabilidade, de quem parece que sequer leu aquilo que propus, que estou privilegiando quem ganha menos. Deputado líder do governo irresponsável”, disparou.

Maurício Eskudlark (PL) apoiou as proposições dos colegas.

“Apoio o Jessé e o Ivan, o pai quando vai dividir o pão, dá a maior parte para o filho. Quando se tem responsabilidade, tem de tratar os outros da melhor maneira”, discursou o ex-chefe da Polícia Civil, referindo-se ao secretário da Administração, coronel Jorge Tasca.

Para Eskudlark, a proposta é injusta com a segurança civil

“No final da carreira (o policial civil) não pode ser surpreendido por essa mudança que o governo pretende fazer, se tem déficit da previdência, vamos procurar resolver. Muito governo se apropriou dos recursos da previdência e agora querem cobrar do servidor”, argumentou.

 

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