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Cães terapeutas: estimulando crianças com Síndrome de Down e paralisias

As atividades em Chapecó também envolvem portadores de autismo

24 de Novembro de 2021

Uma parceria entre o Corpo de Bombeiro e a clínica escola da fisioterapia da Unochapecó - Estágio de Fisioterapia Neurofuncional, possibilitou o início de um programa de Intervenções assistidas por cães em Chapecó.

A Cinoterapia apresenta benefícios psicológicos, pedagógicos e motores, através do contato direto com os animais nas atividades e brincadeiras as crianças desenvolvem o lado afetivo e podemos desenvolver atividades motoras estimulando o interesse e a satisfação da criança em aceitar o tratamento. As atividades estão sendo realizadas com crianças com autismo, paralisia cerebral e síndrome de down.

O primeiro encontro aconteceu na última terça-feira (23) e acontecerá a cada 15 dias na sede do quartel do Corpo de Bombeiros Militar em Chapecó.

“Não é qualquer cão que pode participar de um projeto como este, já que exige paciência e tranquilidade do animal. É preciso que ele passe por alguns testes e até cursos. Por isso, no CBMSC é uma regra que os cães sejam certificados, já que na prova de certificação são cobradas técnicas de obediência e destreza”, explica o presidente da coordenadoria de Busca, Resgate e Salvamento com cães, Tenente Coronel Walter Parizotto.

A Terapia Assistida com Cães – TAC, é um dos braços das intervenções assistidas por animais (IAA), que também englobam atividades assistidas por animais e a educação assistida por animais. No caso do CBMSC se restringe exclusivamente a cães, foi iniciada em 2004, na APAE de Xanxerê e já foi realizada em São Miguel do Oeste, Maravilha, Xanxerê, Itajaí, Tijucas e São José.

A supervisora de estágio em Fisioterapia Neurofuncional, Michele Cristina Minozzo dos Anjos comenta sobre a parceria: “Estamos muito felizes com essa parceria em colaborar no desenvolvimento dessas crianças e famílias muito especiais”.

O Davi Gois é um dos assistidos pelo programa. “Nós amamos, nossa foi maravilhoso, superinteressante, você ver seu filho com paralisia interagindo com a Malu não tem como você não gostar, o Davi estava calmo, tranquilo, passando as mãozinhas na Malu. Foi emocionante, pois achamos que ele ficaria assustado. Agradecemos ao pessoal do Corpo de Bombeiros, a Professora Micheli e suas alunas, relataram os pais do Davi, Grazi e Dyeison.”

Os programas de TAC estavam interrompidos devido à Pandemia da COVID-19, porém como aumento das taxas de vacinação e flexibilização dos protocolos sanitários, surge a oportunidade para que o CBMSC possa voltar a trazer este serviço à sociedade catarinense, sempre respeitando as medidas de segurança necessárias.

 

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