
Com a presença de lideranças do PL e do PSD, o deputado estadual Carlos Humberto (PL) deu um passo claro em direção à sua reeleição na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Na noite desta quarta-feira (07), o parlamentar recebeu, na propriedade da família, um grupo seleto de aliados e interlocutores políticos, sinalizando articulações que vão além do discurso formal.
Estiveram presentes os prefeitos de Camboriú, Leonel Pavan (PSD), e de Balneário Camboriú, Juliana Pavan (PSD), o vereador Gemada (PL), de Florianópolis, além da deputada federal e pré-candidata ao Senado, Carol de Toni (PL), entre outros nomes do entorno político regional.
Eleito pela primeira vez em 2022, Carlos Humberto obteve 46.445 votos. Agora, trabalha para repetir — e ampliar — o desempenho nas urnas.
“Iniciamos o ano confraternizando com nossos amigos e planejando nossas ações para este último ano de mandato, que coincide com o processo eleitoral”, afirmou o deputado, em tom de pré-campanha.
A boa circulação de Carlos Humberto entre quadros do PSD não é fortuita. Ela remonta à eleição municipal passada, quando o parlamentar foi preterido pelo PL na disputa pela Prefeitura de Balneário Camboriú, sendo praticamente abandonado pela executiva local do partido. O episódio deixou marcas. Em resposta à desfeita, Carlos apoiou Juliana Pavan (PSD), que acabou eleita.
Além do anfitrião, Carol de Toni também saiu do encontro com gestos explícitos de apoio. Nos bastidores, porém, o ambiente foi permeado por críticas à possível — e cada vez mais tratada como certa — candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina. A eventual permanência de Carol no PL ou uma migração para o Novo ou outra sigla não entrou formalmente na pauta, mas o tema circulou de maneira silenciosa entre os presentes.
Em síntese, o encontro promovido por Carlos Humberto expõe e amplifica o ruído de insatisfação dentro do PL catarinense. De um lado, Carol de Toni lida com o risco de ser descartada da chapa majoritária em favor de Esperidião Amin (PP), na composição liderada pelo governador Jorginho Mello (PL). De outro, Carlos Humberto ainda carrega a “dor política” da última eleição municipal.
O movimento de ambos aponta para um distanciamento gradual dos liberais. Carlos Humberto já emite sinais cada vez mais evidentes de aproximação com o PSD. Carol de Toni, por sua vez, observa o calendário e aguarda a janela partidária de março. Salvo uma reviravolta ou mudança significativa na condução do processo, os dois tendem a iniciar o próximo ciclo político em nova casa.