
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), decidiu adiar o evento em que anunciaria sua renúncia ao cargo e o lançamento da pré-campanha ao Governo de Santa Catarina. A programação, que marcaria oficialmente o início do projeto eleitoral, foi cancelada e ainda não tem nova data confirmada.
Segundo João Rodrigues, a decisão foi tomada principalmente por dificuldades de estrutura na cidade, já que a realização da feira Mercoagro tem provocado escassez de hospedagem na rede hoteleira. Além disso, o momento de tensão dentro do PSD nas últimas horas também pesou para o adiamento. A expectativa é que uma nova data seja definida a partir do dia 4.
No mesmo cenário de turbulência interna, a executiva estadual do PSD cancelou a reunião que ocorreria em Florianópolis, onde seria discutido o processo de expulsão do prefeito da capital, Topázio Neto, da sigla. Mesmo sem o encontro, o processo disciplinar deve continuar tramitando dentro do partido.
João Rodrigues também se manifestou sobre a acusação feita pelo ex-senador Jorge Bornhausen contra o governador Jorginho Mello (PL). Bornhausen afirmou que o governador teria oferecido R$300 milhões em obras para Chapecó como forma de convencer o prefeito a desistir de disputar o governo estadual.
O prefeito negou qualquer negociação e disse que nunca recebeu proposta ou solicitou benefícios ao governo estadual.
“O governador nunca fez esse tipo de oferta”, declarou.