
A identificação de um foco da Doença de Newcastle em uma propriedade rural de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, mobilizou equipes de defesa sanitária e levou à intensificação das medidas de vigilância na região. Após a confirmação da ocorrência, a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) se manifestou sobre o caso e detalhou as ações adotadas para investigar a circulação do vírus e evitar a disseminação da doença.
Em esclarecimento sobre a ocorrência, a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, destacou que o caso foi identificado durante uma fiscalização preventiva de rotina. A coleta de sangue das aves permitiu detectar a circulação viral, embora os animais não apresentassem sinais clínicos da enfermidade. A ausência de sintomas torna a ocorrência atípica e exige uma investigação laboratorial mais ampla.
A propriedade afetada, que mantém criação de perus, permanece interditada, com acesso restrito às equipes autorizadas da Cidasc e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida integra os protocolos de defesa sanitária adotados para conter o foco e verificar se há circulação viral em outros estabelecimentos próximos.
Segundo a Cidasc, os trabalhos estão organizados em duas frentes: a contenção imediata na propriedade onde o foco foi identificado e a vigilância sanitária em um raio de 10 quilômetros do local.
A área delimitada reúne aproximadamente 1.600 propriedades rurais. Desse total, pouco mais de 130 possuem aves em condições de serem submetidas à coleta de sangue para investigação laboratorial. O objetivo é verificar se o vírus também está circulando em outros plantéis, mesmo que os animais não apresentem sintomas.
“Não adianta procurar sinais clínicos, nem no foco nós tivemos sinais clínicos. Então é investigação sorológica mesmo, é em sangue, nós vamos fazer coleta”, explicou Celles Regina de Matos.
A presidente acrescentou que a liberação das propriedades para a retomada do trânsito normal dependerá dos resultados dos exames. Até lá, as equipes mantêm medidas de controle e fiscalização na zona de vigilância.
Para executar a operação, a Cidasc utiliza informações georreferenciadas para identificar os estabelecimentos, as espécies criadas e a quantidade de aves. A estrutura mobilizada inclui 40 caminhonetes equipadas para apoiar o deslocamento das equipes e o controle do trânsito nas áreas delimitadas.
Durante a manifestação, a presidente da companhia também esclareceu as dúvidas relacionadas à segurança alimentar. Segundo ela, a Doença de Newcastle não é transmitida pelo consumo de carne de aves, ovos ou seus derivados.
A orientação é que os consumidores continuem adquirindo produtos de origem animal inspecionados e verifiquem a presença dos selos sanitários correspondentes, como o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), o Serviço de Inspeção Estadual, o selo Arte ou o Serviço de Inspeção Federal (SIF), conforme a categoria do produto e as exigências aplicáveis.
A Cidasc mantém o trabalho conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária para investigar a ocorrência, monitorar os estabelecimentos rurais e adotar as medidas necessárias para proteger a sanidade das aves e a produção avícola catarinense.











