
A Epagri disponibilizou um novo folder técnico voltado aos produtores de mandioca, com foco no manejo da mosca-do-broto, uma das principais pragas da cultura em Santa Catarina. Intitulado Manejo da mosca-do-broto da mandioca, o material amplia e aprofunda informações já apresentadas em dois outros folders sobre a identificação da praga e os métodos de monitoramento, que também estão acessíveis ao público.
As três publicações foram elaboradas por pesquisadores da EEUr (Estação Experimental da Epagri em Urussanga) e abordam de forma prática os impactos da mosca-do-broto da mandioca, cientificamente conhecida como Neosilba perezi. A praga se instala quando a fêmea deposita ovos nas brotações, permitindo que as larvas penetrem nos tecidos da planta e danifiquem o meristema apical, o que provoca brotações laterais, atraso no desenvolvimento e perda da qualidade das ramas destinadas ao plantio.
De acordo com os pesquisadores, a população da mosca-do-broto tende a crescer entre o fim da primavera e o verão, período que coincide com a fase mais sensível da cultura, até quatro meses após o plantio. Infestações nessa etapa comprometem o estabelecimento da copa e o enchimento das raízes, podendo resultar em redução de vigor e de produtividade, conforme a variedade cultivada e o nível de ataque.

Em Santa Catarina, a mandioca de ciclo é normalmente plantada entre agosto e outubro e colhida de maio a julho, com variações conforme o clima e o cultivar. A praga pode ocorrer durante todo o ciclo da cultura, sendo favorecida por estiagens na primavera e no verão, além de invernos amenos, condições que exigem maior atenção dos produtores ao monitoramento.
Os folders da Epagri orientam que o acompanhamento da lavoura seja feito semanalmente, seguindo metodologia específica. Entre as recomendações de manejo estão a eliminação de brotos atacados e de restos culturais, o tratamento adequado das ramas para armazenamento, o uso de manivas sadias, a escolha de variedades menos suscetíveis e o plantio em épocas mais adequadas. A manutenção de uma adubação equilibrada e a evitação de novas áreas de cultivo próximas a lavouras infestadas também são destacadas.
A publicação mais recente reforça ainda que o uso de inseticidas deve ser criterioso e sempre baseado nos resultados do monitoramento, já que a aplicação excessiva pode eliminar inimigos naturais da praga, como vespas parasitoides. O folder apresenta resultados de estudos conduzidos pela EEUr entre 2016 e 2024, avaliando métodos químicos, biológicos e alternativos de controle, além de uma tabela com produtos eficientes e a classificação do modo de ação, contribuindo para o manejo da resistência e para uma produção mais sustentável.



