
Os Estados Unidos voltaram a relacionar o desmatamento no Brasil à competitividade dos produtos agropecuários brasileiros. O representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, afirmou que a prática proporcionaria uma vantagem considerada injusta aos produtores do país.
Durante depoimento sobre a agenda comercial do presidente Donald Trump, Greer defendeu a investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da legislação dos Estados Unidos. Segundo ele, agricultores norte-americanos reclamam há anos dos impactos das práticas ambientais brasileiras sobre a concorrência.
O representante também afirmou que os Estados Unidos passaram a cobrar padrões ambientais mínimos dos parceiros comerciais. A justificativa é garantir condições semelhantes de produção e evitar que regras ambientais menos rigorosas sejam utilizadas como vantagem no mercado internacional.
"Estamos comprometidos em continuar utilizando tarifas e negociando acordos para apoiar a reindustrialização da nossa economia, proteger os trabalhadores americanos e reduzir o déficit comercial", disse Greer.
A investigação incluiu alegações sobre desmatamento ilegal, comércio digital, tarifas preferenciais, propriedade intelectual e acesso ao mercado brasileiro de etanol. O processo foi concluído em julho e resultou na aplicação de tarifas de 25% sobre parte dos produtos importados do Brasil.
Greer acrescentou que o governo Trump continuará utilizando tarifas e negociações para estimular a indústria norte-americana, proteger trabalhadores e reduzir o déficit comercial. O representante ainda citou medidas voltadas aos setores de fertilizantes e pecuária, com foco na redução da dependência externa e na abertura de novos mercados.







