
Um ciclone extratropical em formação entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai deve provocar mudanças nas condições do tempo em toda a região Sul do Brasil entre esta quinta-feira (06) e sexta-feira (07). O sistema está sendo acompanhado pela Defesa Civil de Santa Catarina e apresenta possibilidade de rápida intensificação, podendo atingir características de um chamado ciclone-bomba.
Em Santa Catarina, a quinta-feira é de tempo instável em todas as regiões, com previsão de chuva e possibilidade de temporais isolados. A situação tende a se agravar entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, com a chegada da frente fria associada ao ciclone.
As áreas com maior possibilidade de impactos são o Extremo Oeste e o Oeste catarinense, onde podem ocorrer temporais acompanhados de rajadas de vento que podem ultrapassar os 70 quilômetros por hora, além da possibilidade de queda de granizo em alguns pontos.
Durante a madrugada e a manhã de sexta-feira, a frente fria avança pelas demais regiões do estado. Após a passagem do sistema, o tempo deve melhorar gradativamente, com o afastamento das instabilidades.
A Defesa Civil de Santa Catarina reforça que o monitoramento do ciclone continua sendo realizado e que novas atualizações podem ocorrer conforme a evolução do fenômeno. A população deve acompanhar os avisos meteorológicos e ficar atenta às orientações dos órgãos oficiais.
Os alertas da Defesa Civil podem ser recebidos gratuitamente por SMS. Para se cadastrar, basta enviar o CEP da localidade para o número 40199. As informações também estão disponíveis no site e nas redes sociais da Defesa Civil estadual.
Entenda o que é um ciclone-bomba
O termo ciclone-bomba é utilizado quando um ciclone extratropical apresenta uma intensificação muito rápida, com uma queda acentuada da pressão atmosférica em poucas horas. Esse processo aumenta a força do sistema e pode favorecer a ocorrência de ventos intensos, temporais, granizo e agitação marítima.
Segundo os meteorologistas, os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão que normalmente se formam sobre o oceano, em regiões de latitudes médias, a partir do encontro entre massas de ar quente e frio. Esses sistemas estão diretamente relacionados à formação de frentes frias que avançam pelo Sul do Brasil.
Em Santa Catarina, os principais impactos costumam estar associados à frente fria ligada ao ciclone, responsável pela formação de nuvens carregadas e temporais. Já os ventos mais fortes e a ressaca marítima estão relacionados à circulação do próprio ciclone.
A intensidade dos efeitos no estado depende da trajetória e do local onde ocorre o fortalecimento do sistema.
Conforme explica a meteorologista da Defesa Civil, Nicolle Reis, quando a intensificação acontece mais próxima da costa, aumenta o risco de ventos fortes, ressaca e temporais severos.
Já quando o fenômeno ocorre mais distante, em alto-mar, os impactos tendem a ser menores em Santa Catarina.