
Entre samba e embates políticos, a Acadêmicos de Niterói acabou rebaixada do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro. Estreando na elite das escolas, a agremiação ficou em último lugar na apuração desta quarta-feira (18) e recebeu apenas duas notas 10 dos jurados.
Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola levou à Marquês de Sapucaí, no domingo (15), a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde a infância no Nordeste, a migração para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico e a liderança sindical, até a chegada à Presidência da República.
O desfile foi alvo de pelo menos dez ações judiciais e representações no Ministério Público e no TCU. As iniciativas tentavam impedir a apresentação ou suspender repasses de recursos públicos, sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada, já que a legislação permite campanha somente a partir de 16 de agosto.
O caso chegou ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral, que por unanimidade negou pedido para barrar o desfile, apontando risco de censura prévia. Os ministros, no entanto, alertaram que eventuais condutas na avenida poderiam ser analisadas posteriormente.
Após a decisão, o Partido dos Trabalhadores orientou integrantes a evitarem atos que pudessem ser interpretados como campanha antecipada. O governo federal negou irregularidades e afirmou que não participou da escolha do enredo. Depois do desfile, Lula elogiou a apresentação nas redes sociais, enquanto a oposição anunciou novas medidas judiciais.
Desfile da Acadêmicos de Niterói homenageou o presidente Lula (Foto por Alex Ferro/Riotour)Em nota divulgada na segunda-feira (16), a Acadêmicos de Niterói afirmou ter sofrido perseguições durante a preparação para o carnaval em razão do tema escolhido.











