
Em um cenário eleitoral marcado pela polarização entre os principais grupos políticos do país, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) decidiu não participar da disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi aprovada nesta segunda-feira (27), durante convenção nacional da legenda, que também definiu que não haverá um apoio oficial a qualquer candidatura presidencial.
Com isso, o MDB adota uma estratégia diferente da utilizada por outras grandes siglas que já anunciaram candidatos ao Palácio do Planalto. Em vez de concentrar esforços na corrida presidencial, o partido pretende fortalecer sua presença nas eleições estaduais e ampliar sua bancada na Câmara dos Deputados e no Senado, buscando aumentar sua influência no Congresso Nacional a partir de 2027.
Outro ponto aprovado pela convenção foi a autonomia dos diretórios estaduais para negociar alianças de acordo com a realidade política de cada estado. Na prática, isso significa que o MDB poderá apoiar candidatos diferentes à Presidência em cada unidade da federação, conforme as composições locais e os interesses eleitorais regionais.
Segundo o presidente nacional do partido, Baleia Rossi, a decisão leva em consideração o atual ambiente político do país, marcado pela forte divisão entre os eleitores. Para a direção da legenda, a neutralidade em âmbito nacional preserva a unidade interna do MDB e evita conflitos entre lideranças estaduais que mantêm alianças distintas.
Fundado em 1966, o MDB é uma das legendas mais tradicionais da política brasileira e já comandou o país com presidentes como José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer. Apesar desse histórico, o partido não lançava uma candidatura própria considerada competitiva à Presidência há vários anos, priorizando, nas últimas eleições, alianças e a construção de uma base sólida no Legislativo.




