
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a investigação do registro de filiação do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ao partido Missão. A inclusão do nome nos registros da legenda ocorreu sem autorização do político e foi considerada irregular pela Justiça Eleitoral.
A apuração foi determinada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Ele encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para a adoção das providências cabíveis e também determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária.
Segundo o TSE, a investigação deverá esclarecer quem realizou o procedimento e em quais circunstâncias. A Corte informou que não identificou sinais de invasão ou hackeamento do sistema de filiação partidária. A suspeita é de que alguém que possuía acesso legítimo às credenciais do Missão tenha utilizado indevidamente a ferramenta para registrar a filiação.
A situação ganhou repercussão no contexto da disputa eleitoral de 2026, já que Flávio Bolsonaro é candidato do PL à Presidência da República. A filiação partidária é uma etapa fundamental para a participação de candidatos nas eleições e, por isso, qualquer alteração irregular nos registros precisa ser apurada pela Justiça Eleitoral.
O PL também acionou a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal para esclarecer o episódio. O partido solicitou ao TSE a desfiliação de Flávio Bolsonaro do Missão, pedido que já está sob análise da Corte.
Com a investigação, a expectativa é identificar a pessoa que utilizou as credenciais da legenda e esclarecer se houve participação de terceiros na inclusão irregular do nome do candidato. Até o momento, o TSE sustenta que não houve comprometimento técnico do sistema, mas sim possível uso indevido de acessos válidos do partido.



