
Há mais de 40 dias internado em Curitiba, Cleiton Schwendler, luta contra um linfoma não‑Hodgkin de células T periférico (LCTP), um câncer raro e agressivo. Ao seu lado, a esposa Juliana tem se tornado o principal suporte.
“São dias de dor, medo, mas também de superação. Muitas vezes ficamos sem dormir, entre exames, medicações e aparelhos que apitam no meio da noite”, relatou Juliana. Ela acompanha o marido 24 horas, garantindo que ele receba o cuidado necessário e não se sinta sozinho.
Mesmo diante de complicações como COVID‑19 e rotavírus, e com o tratamento de transplante de medula óssea em andamento, Juliana não se afastou. Ela percorre a cidade para buscar medicações, resolve questões hospitalares e mantém a rotina de cuidado que Cleiton precisa.
Chamadas de vídeo que confortam o coração
Durante todo o período, o casal também encontrou conforto na tecnologia. O filho, a nora e a netinha de 5 meses participam diariamente de chamadas de vídeo, permitindo que Cleiton veja os familiares e sinta a presença deles mesmo à distância.
“Mesmo que seja só uma chamada de vídeo, já conforta ver quem amamos bem. É incrível como essas pequenas conexões fortalecem a fé e dão energia para continuar lutando”, afirmou Juliana.
Primeiros sinais de melhora
Após 30 dias de espera, a família recebeu a confirmação de que o transplante de medula óssea havia dado certo, e nos últimos dias Cleiton apresentou melhoras significativas, como a retirada do oxigênio e evolução. Apesar disso, a alta ainda não tem previsão.
O poder da fé e da união
Juliana destaca que a fé têm sido fundamentais para enfrentar o tratamento. Ao passar por igrejas, ela agradece pelas vitórias diárias e pede forças para o marido.
“Ver o quanto ele é forte e o quanto a família faz diferença nos ensina muito. A cada oração, a cada palavra de apoio, sentimos que não estamos sozinhos nessa luta”, conclui.
