
O Hospital de Pinhalzinho acendeu um alerta diante do crescimento significativo na procura por atendimentos no pronto-socorro nos últimos dias. Um levantamento interno, realizado a partir dos dias 20 e 21, aponta um cenário de sobrecarga que pode impactar diretamente na agilidade dos atendimentos, especialmente nos casos mais graves.
De acordo com o diretor administrativo, Cleomar Provenci, somente nesses dois dias foram registrados 237 atendimentos, número considerado elevado para a capacidade da unidade.
“O que mais nos chama atenção é que, desse total, 156 atendimentos ou seja, cerca de 65,82% são classificados como de baixa complexidade, os chamados casos ‘verdes’, que não deveriam ser atendidos prioritariamente no pronto-socorro, que é voltado para urgências e emergências”, destaca.
Segundo ele, o hospital segue protocolos de classificação de risco, priorizando pacientes em estado mais grave, como casos classificados como vermelhos (risco iminente de vida), laranjas e amarelos. Isso significa que, em momentos de alta demanda, pacientes com quadros leves acabam enfrentando maior tempo de espera.
“O hospital não deixa de atender ninguém, mas a prioridade sempre será para quem corre risco. Quando há superlotação, os pacientes de menor gravidade inevitavelmente aguardam mais tempo, pois estamos lidando com situações que exigem atendimento imediato, como infartos, acidentes e casos cirúrgicos”, explica Provenci.
Diante desse cenário, a direção do hospital faz um apelo à população para o uso consciente dos serviços de saúde, orientando que casos de baixa e média complexidade sejam direcionados às unidades básicas de saúde ou pronto atendimentos do município.
“Pedimos a compreensão da população. As unidades de saúde estão preparadas para atender esses casos com qualidade e, quando necessário, fazem o encaminhamento ao hospital. Assim, conseguimos garantir que o pronto-socorro esteja disponível para quem realmente precisa de atendimento urgente”, reforça.
A orientação, segundo o diretor, é fundamental para garantir mais eficiência no sistema de saúde como um todo, reduzindo filas, agilizando atendimentos e assegurando que cada paciente receba o cuidado adequado conforme a sua necessidade. “O objetivo é que todos sejam atendidos com mais rapidez e qualidade. Quando cada serviço é utilizado da forma correta, o atendimento flui melhor para todos”, conclui.
