Um homem de 42 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (04) suspeito de matar uma agente comunitária de saúde, de 61 anos, na Linha Guatapará Alto, interior de Guaraciaba, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. A vítima foi atingida por diversos disparos enquanto realizava suas atividades profissionais e morreu ainda no local.
De acordo com as informações apuradas pela Polícia Civil, a mulher havia se deslocado até a residência do suspeito para realizar uma visita domiciliar, quando foi atingida por disparos de uma espingarda de pressão de ar comprimido, calibre 6,35 milímetros.
Após o crime, o homem deixou o local em uma motocicleta. Ele foi localizado e abordado pela Polícia Militar na BR-163, onde admitiu ter efetuado os disparos contra a agente de saúde.
Durante os primeiros levantamentos, o investigado apontou como motivação uma insatisfação pessoal com as visitas domiciliares mensais realizadas pela profissional. Até o momento, a investigação não identificou elementos que indiquem motivação relacionada à condição de mulher da vítima ou contexto de violência doméstica e familiar entre os envolvidos.
A Polícia Civil também informou que o suspeito possuía histórico de problemas de saúde mental e episódios de comportamento agressivo. Essas circunstâncias estão sendo consideradas na investigação, mas ainda não existe conclusão técnica sobre sua condição de saúde no momento da prática do crime.
A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Científica, realizou os procedimentos investigativos e periciais. A arma apontada como instrumento do homicídio foi apreendida, assim como outros objetos que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Diante dos elementos reunidos inicialmente, a Delegacia de Polícia de Fronteira de Guaraciaba autuou o homem em flagrante, em tese, por homicídio doloso qualificado pelo motivo fútil e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. O enquadramento está previsto no artigo 121, parágrafo 2º, incisos II e IV, do Código Penal.
A Polícia Civil também representou ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, considerando a gravidade concreta dos fatos e os elementos reunidos durante a apuração.
A classificação jurídica poderá ser reavaliada caso surjam novas provas. As investigações continuam para esclarecer integralmente as circunstâncias e a motivação do homicídio.
Seja o primeiro a comentar.




Escolhidas pelas curtidas dos leitores
1
2
3
4
5O que os leitores estão lendo
1
2
3
4
5