O diretor do Presídio Masculino de Lages, maior município da Serra catarinense, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (26), suspeito de conceder benefícios irregulares a um detento em troca de vantagens pessoais. A ação foi realizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), no âmbito da operação denominada “Carne Fraca”.
De acordo com o MPSC, Rodrigo Barroso teria mantido uma relação pessoal e funcional com a companheira de um apenado e, a partir disso, passado a intervir em procedimentos relacionados à execução penal do preso. As investigações indicam que benefícios administrativos concedidos ao detento seriam seguidos pelo recebimento de vantagens materiais e pessoais por parte do servidor.
O nome da operação faz referência ao suposto fornecimento reiterado de carnes nobres ao agente público, além de simbolizar, segundo o Ministério Público, a fragilidade ética nas condutas apuradas, nas quais a função pública teria sido colocada a serviço de interesses privados.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI) informou que o servidor foi afastado de suas funções e que abrirá procedimento interno para apurar os fatos. O caso segue sob investigação.



