
Uma investigação que começou em Modelo, ganhou um novo acontecimento nesta quarta-feira (23). O GAECO, deflagrou a terceira fase da Operação Entre Lobos. A ação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, associação criminosa e obstrução da Justiça. Um advogado foi preso em Chapecó.
Segundo o Ministério Público, após as primeiras medidas judiciais, processos e valores ligados a um escritório investigado teriam sido transferidos para outra empresa do mesmo ramo. A suspeita é de que a mudança tenha sido feita para tirar o patrimônio do alcance da Justiça e manter a movimentação dos valores. Documentos, planilhas e outros materiais apreendidos ajudaram os investigadores a identificar que os envolvidos continuavam acompanhando os processos e os recebimentos.
Ao todo, quatro pessoas foram denunciadas. Um dos investigados, apontado como líder do grupo e que já havia sido preso, teve a prisão preventiva decretada novamente. O mandado foi cumprido no Oeste catarinense. Ele também foi proibido de exercer a função.
Outros alvos passaram a cumprir medidas, como proibição de contato entre eles, restrições de acesso aos locais de trabalho e suspensão do exercício do Direito. Também foi determinado o bloqueio de mais de R$ 500 mil em bens, de duas pessoas.
A ação começou em julho de 2025 e já passou por outros estados. A investida também apura suspeitas de golpes contra idosos, e lavagem de dinheiro. Em janeiro deste ano, a segunda fase teve 13 mandados de busca e apreensão em cidades catarinenses e bloqueou até R$ 9,6 milhões.