
Uma denúncia sobre a realização de rinhas de galos levou a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) até uma propriedade na Aldeia Barro Preto, na Terra Indígena Xapecó, em Ipuaçu, no Oeste catarinense. A ocorrência foi atendida na noite de sábado (10), por volta das 21h, e resultou na apreensão de 27 animais e de materiais que, segundo a corporação, estavam relacionados à prática.
Quando a guarnição chegou à propriedade, encontrou aproximadamente 15 veículos e diversas pessoas reunidas no interior de um galpão. Com a aproximação dos policiais, os presentes fugiram em direção a uma área de mata, impedindo a identificação imediata dos demais envolvidos.
Durante a averiguação, o proprietário do imóvel foi identificado. Conforme a Polícia Militar, ele relatou que promovia rinhas de galos na propriedade havia aproximadamente três anos e cobrava R$30 por pessoa para participar.
Além dos 27 galos, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares, um caderno com anotações relacionadas a apostas, 12 esporas e quatro biqueiras utilizadas nos animais. Também foram feitos registros fotográficos dos veículos encontrados na propriedade.
Os galos permaneceram sob a responsabilidade do proprietário, nomeado depositário fiel. Após os procedimentos policiais, ele assinou um Termo de Compromisso de Comparecimento e foi informado de que deverá comparecer ao Fórum da Comarca de São Domingos no dia 6 de novembro de 2026, às 9h.
A ocorrência foi registrada para as providências legais cabíveis. A realização de rinhas de animais pode configurar crime de maus-tratos, conforme a legislação ambiental brasileira, e os fatos serão submetidos aos procedimentos legais pertinentes.