
A busca por soluções para reduzir a proliferação de mosquitos e os impactos provocados por eles em Santa Catarina será tema de um encontro científico marcado para 16 de dezembro, em Florianópolis. Na ocasião, pesquisadores vão apresentar os resultados de 23 projetos voltados ao monitoramento, à prevenção e ao controle do maruim e do Aedes aegypti, com iniciativas que abrangem desde novas tecnologias de combate aos insetos até estratégias de vigilância em saúde.
As pesquisas receberam R$18,5 milhões em recursos públicos, por meio de três editais lançados em 2024 pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
O encontro será realizado no auditório da Epagri, em Florianópolis, com a participação prevista de pesquisadores, gestores públicos e especialistas. O objetivo é apresentar à sociedade os resultados das iniciativas financiadas e dar visibilidade às soluções desenvolvidas para enfrentar problemas ambientais e sanitários relacionados aos mosquitos.
Segundo Larissa Waskow, gerente de Pesquisa da Fapesc, a divulgação dos resultados permite demonstrar como os investimentos em ciência e inovação podem contribuir para enfrentar desafios que afetam diferentes regiões catarinenses.
“As equipes responsáveis pelo desenvolvimento dos projetos apresentarão os resultados de seus trabalhos para a sociedade catarinense. É o momento de evidenciar e dar publicidade às soluções desenvolvidas para essa questão ambiental que vem afetando regiões do Estado e seus moradores”, destaca.
Um dos resultados obtidos a partir dos projetos financiados foi o desenvolvimento de um larvicida que reduziu em 86% a população de maruim nos locais onde foi aplicado. A solução foi desenvolvida por meio do edital 35/2024, criado para incentivar produtos, serviços e processos inovadores destinados ao controle da superpopulação do inseto.
A iniciativa teve como foco o município de Luiz Alves, que havia decretado situação de emergência devido à proliferação do maruim. Os resultados parciais do projeto foram apresentados à população local em janeiro de 2026.
O avanço demonstra uma das possibilidades de aplicação prática das pesquisas apoiadas pelo governo estadual. Além do desenvolvimento de produtos para o controle do inseto, outras iniciativas investigam características biológicas e ecológicas do maruim e buscam métodos sustentáveis de monitoramento e redução de sua população.
Parte dos projetos está direcionada ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. As pesquisas incluem o desenvolvimento de tecnologias de controle, estratégias de vigilância epidemiológica, métodos de diagnóstico rápido e medidas de prevenção.
Também estão previstas ações de educação em saúde, com foco na disseminação de informações e no fortalecimento das estratégias de prevenção. A proposta é ampliar o conhecimento científico disponível e contribuir para o desenvolvimento de ferramentas que possam auxiliar o poder público no enfrentamento dessas doenças.
As iniciativas foram selecionadas por meio do edital 37/2024, voltado a pesquisas sobre o monitoramento do mosquito, tecnologias de controle, prevenção e diagnóstico de doenças associadas ao vetor.











