
A proximidade das eleições de 2026 também movimenta o setor do agronegócio. Em meio aos desafios enfrentados pelos produtores e pelas empresas da cadeia produtiva, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) prepara um plano estratégico que será entregue aos candidatos à Presidência da República.
A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (10), durante o 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo. O objetivo é apresentar aos presidenciáveis uma agenda de longo prazo para o setor, com medidas que, segundo a entidade, podem contribuir para aumentar a competitividade do Brasil.
O documento parte de um diagnóstico sobre os principais obstáculos e oportunidades do agronegócio brasileiro. Entre os pontos considerados prioritários estão a segurança jurídica, o acesso ao crédito, os custos de financiamento, a infraestrutura, a inovação, a tributação e a abertura de novos mercados.
A iniciativa ocorre em um momento de mudanças importantes no cenário nacional e internacional. O agronegócio brasileiro tem papel relevante na economia, nas exportações e no abastecimento, mas enfrenta fatores que podem afetar diretamente a produção e os investimentos, como juros elevados, riscos climáticos, mudanças nas regras comerciais e o aumento do protecionismo de outros países.
Para a Abag, o próximo governo terá o desafio de criar um ambiente mais previsível para quem produz e investe no setor. A entidade defende que políticas públicas de longo prazo sejam construídas para reduzir incertezas e estimular investimentos em tecnologia, infraestrutura e sustentabilidade.
Outro ponto destacado é a necessidade de ampliar a agregação de valor à produção brasileira. A proposta é fortalecer a integração entre o campo e a indústria, aumentando a participação do país em cadeias produtivas de maior valor e aproveitando oportunidades relacionadas à inovação, à digitalização e à economia de base renovável.
Segundo a entidade, o plano não pretende estabelecer uma pauta exclusiva de reivindicações do agronegócio, mas contribuir para o debate sobre o futuro do setor e da economia brasileira. A expectativa é que as propostas possam ser incorporadas às discussões dos candidatos durante a campanha eleitoral.
A entrega do documento aos presidenciáveis pretende, portanto, antecipar os principais desafios que deverão fazer parte da agenda do próximo governo e estimular compromissos com políticas capazes de dar maior estabilidade e competitividade ao agronegócio brasileiro.



