
Uma força-tarefa coordenada pela Cidasc e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensifica os trabalhos para conter o foco de Doença de Newcastle registrado em uma granja de perus em Nova Itaberaba, no Oeste catarinense. Em dois dias de atividades, as 15 equipes de campo mobilizadas já vistoriaram 46 propriedades com criação de aves para subsistência.
Os trabalhos começaram na terça-feira e são realizados por equipes compostas por pelo menos um médico-veterinário. Além das visitas às propriedades rurais, os profissionais fazem a vigilância epidemiológica em estabelecimentos de criação comercial, onde também foram coletadas amostras para análises laboratoriais.
Até o momento, as vistorias em estabelecimentos comerciais abrangeram 35 unidades, distribuídas entre diferentes atividades da cadeia avícola: 20 propriedades de criação de aves para corte, duas de recria de frangos, um matrizeiro de corte, um incubatório, quatro propriedades de criação de perus e outras oito unidades com diferentes tipos de criação.
A operação é coordenada pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo) e envolve diferentes instituições, como o Ministério do Desenvolvimento Regional, o Ministério da Defesa, a Defesa Civil de Santa Catarina, a Polícia Civil, o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e representantes do setor produtivo.
O planejamento prevê a continuidade das ações de vigilância epidemiológica em 1.680 propriedades rurais no entorno do foco. Desse total, 166 estão localizadas em um raio de três quilômetros e outras 1.514 em um raio de dez quilômetros do local onde a doença foi identificada.
Para organizar as visitas, a Cidasc utiliza registros georreferenciados que indicam os tipos de criação e o quantitativo de animais em cada propriedade. As informações permitem direcionar as equipes e orientar as medidas de controle sanitário.

Na propriedade onde o foco foi detectado, a retirada das aves já foi concluída. Na quarta-feira (21), terminou o enterro das carcaças de 6.526 aves, além dos insumos, em uma vala preparada conforme as normas técnicas e aprovada pelas autoridades ambientais.
Nesta quinta-feira (22), três médicos-veterinários da Cidasc acompanham a limpeza da granja. O processo inclui diferentes etapas e a aplicação de produtos específicos para desinfecção. A retomada das atividades poderá ocorrer após o cumprimento do período de vazio sanitário e das exigências sanitárias aplicáveis.
Além das vistorias, a Cidasc reforça as ações de educação sanitária junto aos produtores e à comunidade local. A orientação é observar possíveis sinais da Doença de Newcastle, como crista e barbela inchadas e arroxeadas, secreção nasal e ocular, diarreia, torcicolo, falta de apetite, redução do consumo de água e ração e queda na produção de ovos.
Casos suspeitos devem ser comunicados ao escritório local da Cidasc ou registrados pelo sistema e-Sisbravet, para investigação pelas autoridades sanitárias.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa, capaz de causar perdas nos plantéis e prejuízos econômicos à avicultura. Para os seres humanos, o risco é baixo, e pessoas que tenham contato direto com aves contaminadas podem apresentar conjuntivite.
A doença não é transmitida pelo consumo de alimentos, e carnes de aves e ovos provenientes de estabelecimentos registrados em serviços de inspeção sanitária são seguros para consumo.







