
A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) afirmou ter recebido com “tranquilidade” o decreto assinado pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que rompe o contrato de concessão dos serviços de água e esgoto no município. A estatal, no entanto, anunciou que irá à Justiça para tentar manter a operação na maior cidade do Oeste catarinense.
De acordo com o presidente da Casan, Edson Moritz, a companhia aguarda apenas a notificação oficial do decreto para ingressar com as medidas judiciais cabíveis. Segundo ele, a procuradoria da empresa já estuda o caso desde o anúncio feito pelo prefeito.
— Recebemos ontem a notícia sobre o anúncio com muita tranquilidade. De posse do decreto, a nossa procuradoria, que já está estudando as medidas desde ontem, vai entrar com ação judicial. Mas eu acredito que essa Casan a que o prefeito se referiu ontem é uma Casan do passado — afirmou Moritz.
Segundo a empresa, foram realizados investimentos históricos que somam R$ 174 milhões no período. Ainda conforme a estatal, os recursos permitiram a implantação de 81,4 quilômetros de novas redes de água e esgoto, incluindo a ampliação do atendimento em áreas rurais do município.
A Casan sustenta que os números demonstram o cumprimento das obrigações contratuais e reforçam a disposição da companhia em manter a concessão por meio de decisão judicial.


