
O inverno no Hemisfério Sul começou oficialmente às 5h24 deste domingo (21) e seguirá até 22 de setembro, quando terá início a primavera. Conhecida por registrar as menores temperaturas do ano e por dias mais curtos, a estação em 2026 deve apresentar um comportamento diferente do habitual em razão da influência do El Niño, que tende a favorecer temperaturas acima da média em diversas regiões do país.
Do ponto de vista astronômico, o inverno ocorre quando o Hemisfério Sul passa a receber menor incidência de radiação solar, enquanto o Hemisfério Norte vive o verão e recebe mais energia do Sol. A redução da luminosidade faz com que os dias sejam mais curtos e as noites mais longas.
Em um país de dimensões continentais como o Brasil, os efeitos da estação variam de acordo com a localização. Em Chuí (RS), município mais ao sul do país, os dias de inverno têm menos de dez horas de luz, com o sol nascendo por volta das 7h30 e se pondo às 17h30. Já em Macapá (AP), localizada sobre a Linha do Equador, os horários de nascer e pôr do sol sofrem poucas alterações ao longo do ano, tornando as mudanças de estação menos perceptíveis.
Confirmado pela Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (Noaa), o El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas da região equatorial do Oceano Pacífico. O nome foi dado por pescadores do Peru e do Equador em referência ao Niño Jesus, ou Menino Jesus, devido ao fato de o aquecimento das águas ser observado próximo ao período do Natal.
Com a atuação do fenômeno, a expectativa é de um inverno mais ameno em boa parte do Brasil, com temperaturas acima da média histórica em várias regiões. No entanto, os impactos específicos ainda são cercados de incertezas. Especialistas apontam que as mudanças climáticas e o aquecimento global têm alterado os padrões atmosféricos, tornando mais complexas as previsões de longo prazo e até mesmo a estimativa sobre a intensidade e a duração dos fenômenos climáticos.



