
O Brasil alcançou um marco importante na educação ao registrar o menor número de pessoas analfabetas desde 2016. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais ainda não sabem ler e escrever, o equivalente a 4,9% dessa parcela da população.
Embora os números representem um avanço significativo em relação aos anos anteriores, o levantamento mostra que o analfabetismo continua sendo uma realidade para milhões de pessoas no país.
O estudo aponta que a maior concentração de analfabetos está entre os brasileiros com 60 anos ou mais. Nessa faixa etária, muitos não tiveram acesso à escola durante a infância, refletindo desigualdades históricas que ainda impactam os indicadores educacionais.
As diferenças regionais também permanecem evidentes. O Nordeste continua apresentando os maiores índices de analfabetismo, enquanto as regiões Sul e Sudeste registram os menores percentuais. Os dados ainda mostram disparidades relacionadas à raça e cor, com taxas mais elevadas entre pessoas pretas e pardas.
Para especialistas, os resultados demonstram que o país avança no combate ao analfabetismo, mas reforçam a necessidade de manter investimentos em programas de alfabetização, especialmente voltados para jovens, adultos e idosos que ficaram fora da escola ou não concluíram os estudos.
O levantamento do IBGE evidencia que a educação brasileira segue evoluindo, mas também mostra que o desafio de garantir o acesso pleno à leitura e à escrita para toda a população ainda está longe de ser concluído.




