
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a Taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano, em decisão anunciada nesta quarta-feira (05). É o quarto corte consecutivo dos juros básicos da economia brasileira, em um movimento que busca equilibrar o controle da inflação com o estímulo ao crescimento econômico.
Na prática, a Selic influencia os juros cobrados pelos bancos. Quando ela diminui, a tendência é que, aos poucos, financiamentos, empréstimos e compras parceladas fiquem mais baratos, facilitando o acesso ao crédito para famílias e empresas. Isso pode incentivar o consumo, os investimentos e a geração de empregos.
O Banco Central explicou que a redução foi possível porque a inflação vem perdendo força nos últimos meses. O IPCA-15 de julho ficou em 0,06%, mas a inflação acumulada em 12 meses ainda está em 4,52%, ligeiramente acima do teto da meta, que é de 4,5%.
Mesmo com a melhora dos indicadores, o Copom afirmou que seguirá agindo com cautela. Entre os principais fatores de preocupação estão os conflitos no Oriente Médio, que podem elevar os preços dos combustíveis e dos alimentos, além das incertezas na economia internacional.
A Selic chegou a 15% ao ano, maior nível em quase 20 anos, e permaneceu nesse patamar entre junho de 2025 e março deste ano. Os cortes começaram em março, à medida que a inflação deu sinais de desaceleração.
Segundo o Banco Central, a expectativa é continuar acompanhando o comportamento da inflação e da economia antes de decidir sobre novos cortes na taxa de juros nas próximas reuniões do Copom.



