
O El Niño poderá atingir intensidade muito forte nos últimos meses de 2026. Projeções meteorológicas indicam uma probabilidade de 81% de o fenômeno alcançar esse patamar entre outubro e dezembro, período em que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial tende a chegar ao ponto máximo.
O cenário chama a atenção porque um El Niño dessa magnitude pode provocar alterações significativas nos padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta. O fenômeno ocorre quando as águas da faixa equatorial do Pacífico ficam mais quentes que o normal, influenciando a circulação dos ventos e a formação de sistemas meteorológicos.
No Brasil, os efeitos costumam variar conforme a região. Enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar redução das chuvas e períodos mais secos, o Sul normalmente registra precipitações acima da média, com maior frequência de temporais e volumes elevados em curtos períodos.
Para Santa Catarina, o fortalecimento do El Niño aumenta a preocupação com episódios de chuva persistente, alagamentos, enxurradas e deslizamentos. O risco tende a ser maior durante a primavera e o início do verão, quando a combinação entre calor, umidade e passagem de frentes frias favorece a formação de tempestades.
O setor agrícola também pode ser afetado. O excesso de umidade no solo pode prejudicar o plantio e a colheita, aumentar a incidência de doenças nas lavouras e dificultar o manejo das propriedades rurais. Por outro lado, os impactos dependerão da distribuição e da intensidade das chuvas em cada região.
Apesar da elevada probabilidade de um El Niño muito forte, meteorologistas ressaltam que as previsões ainda podem sofrer alterações ao longo dos próximos meses. O acompanhamento contínuo das atualizações será fundamental para orientar medidas preventivas e reduzir possíveis prejuízos à população e aos setores produtivos.




