
A Prefeitura de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, prevê investir cerca de R$ 1 milhão na preparação dos abrigos destinados às famílias atingidas pelas enchentes. Ao todo, 28 locais foram definidos como abrigos oficiais para situações de emergência e devem receber melhorias estruturais.
As intervenções incluem reformas em banheiros, telhados e cozinhas. Segundo a administração municipal, as obras devem começar pelos espaços que normalmente são os primeiros a serem utilizados durante uma situação de cheia.
A secretária Maria Helena Zimmermann afirma que alguns locais ainda apresentam condições inadequadas para receber a população. Entre os exemplos estão o ginásio do Lions, que não possui banheiros suficientes e apresenta problemas de infiltração, e uma igreja no bairro Santa Rita, que também registra entrada de água.
A prefeitura também está licitando contêineres com banheiros e chuveiros e pretende lançar um edital para a contratação de marmitas. Outra medida é o reforço no abastecimento de água. Com apoio da Casan, o município conseguiu caixas d'água com capacidade para 15 mil litros para os abrigos. Em alguns locais, os reservatórios existentes têm capacidade de apenas mil litros.
A preocupação está relacionada ao número de pessoas que precisam deixar suas casas durante as enchentes. Conforme a secretária, aproximadamente 250 pessoas são encaminhadas para abrigos quando o nível do rio Itajaí-Açu chega a 7 metros. Quando o rio alcança 9 metros, esse número pode dobrar.
Maria Helena destaca que a estrutura precisa oferecer condições mínimas de acolhimento para famílias que já chegam aos abrigos emocionalmente abaladas. Segundo ela, há locais que podem receber cerca de 200 pessoas, mas contam atualmente com apenas um chuveiro.
A preparação não está relacionada exclusivamente a uma possível influência do El Niño. A secretária ressalta que Rio do Sul enfrenta situações de calamidade com frequência. Dados da Defesa Civil municipal apontam que a cidade registrou quatro cheias em 2024 e sete em 2023, reforçando a necessidade de manter os espaços preparados para novas ocorrências.



