Aos 86 anos, enquanto muitos já deixaram para trás o trabalho na lavoura, Romeu Fröhlich continua com a enxada nas mãos. Morador do interior de Saudades, no Oeste de Santa Catarina, ele segue cultivando a terra e mantendo uma rotina que atravessa décadas.
Nascido em 16 de junho de 1940, em Ernestina, no Rio Grande do Sul, Romeu ainda muito pequeno, enfrentou uma perda que marcaria sua infância: ficou sem a mãe aos cinco anos de idade. Depois disso, foi adotado por um tio.
A vida no campo sempre esteve presente em sua trajetória. Hoje, na propriedade onde mora, Romeu ainda capina com a enxada, planta milho, arroz e realiza outras tarefas da agricultura. “Não fica parado” é uma característica que combina com a rotina que escolheu manter.
Mais do que produzir, Romeu preserva na propriedade as marcas de uma época. Entre as construções que ainda permanecem de pé estão antigos galpões de madeira da década de 1960, que resistem ao tempo. Ele faz questão de mantê-las como recordação de outros tempos.
Atualmente, esses espaços servem para guardar ferramentas antigas utilizadas na lavoura. Objetos que, para muitos, poderiam ser apenas peças sem utilidade, para Romeu carregam histórias: representam o trabalho de uma geração que dependia da força dos braços, e da terra para construir a vida.