
Dez enfermeiras da Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande no Mato Grosso do Sul, estão grávidas ao mesmo tempo. Acostumadas a cuidar de gestantes, mães e recém-nascidos, elas agora vivem a experiência da maternidade como pacientes. A coincidência chamou a atenção do hospital, que reuniu sete das profissionais para registrar o momento em uma foto.
Segundo a enfermeira-chefe Viviane Wolff, nunca houve um número tão grande de funcionárias grávidas no mesmo período na maternidade. Com dez profissionais nessa situação, a equipe precisou ser reorganizada e algumas profissionais foram transferidas para atividades administrativas, conforme prevê a legislação.
Entre as futuras mães está Isabella Pereira de Mesquita, de 30 anos, que trabalha no local há três anos. Grávida de 37 semanas, ela espera José Antônio e pretende dar à luz no próprio hospital. Já Jéssica Brandão, de 36 anos, também escolheu a maternidade para o nascimento da filha, Amanda, previsto para novembro. Depois de três abortos e de receber diagnósticos de doença autoimune e trombofilia, ela considera a gravidez uma conquista. Jéssica precisa aplicar duas injeções diárias de anticoagulante e chama as aplicações de "picadinhas do amor".
Outra profissional Letícia do Nascimento Rocha, de 32 anos. Ela está de seis meses e espera Miguel, com nascimento previsto para novembro. Para Letícia, viver a gestação fez com que entendesse ainda mais os medos, expectativas e inseguranças das pacientes que acompanha no trabalho.
Enquanto seguem com consultas de pré-natal e a rotina, elas aguardam a chegada dos bebês. Para a equipe da maternidade, o momento é especial por unir dois lados do trabalho: o de quem cuida e, agora, o de quem também precisa ser cuidado.
