
Durante uma conversa no BBB 26, o influenciador digital de Pinhalzinho Juliano Floss, do grupo Camarote, afirmou que há cerca de um ano passou a fazer xixi sentado em casa após ver uma publicação no TikTok. Segundo ele, o hábito ajudaria a prevenir o câncer de próstata, o que gerou curiosidade e debate entre telespectadores e nas redes sociais.
“Tem um ano que eu estou mijando sentado, mas não em lugar público, só em casa”, disse o influenciador, de 21 anos, namorado da cantora Marina Sena. Ele explicou que ouviu que urinar em pé poderia forçar um músculo e, com o tempo, contribuir para o desenvolvimento da doença. “Quando a gente tá sentado é mais relaxante”, afirmou.
A declaração repercutiu rapidamente nas redes sociais, com internautas defendendo a prática por conforto e outros ironizando a discussão. Houve ainda comentários relacionando o hábito à quebra de tabus sobre masculinidade.
Especialistas, no entanto, afirmam que não há comprovação científica de que urinar sentado previna qualquer tipo de câncer, incluindo o câncer de próstata ou de bexiga. O desenvolvimento do câncer está ligado a alterações genéticas nas células, influenciadas por fatores como idade, predisposição genética, tabagismo, alimentação, inflamações crônicas e exposição a substâncias cancerígenas. A posição adotada para urinar não interfere nesses processos.
A confusão sobre o tema costuma surgir porque alguns estudos indicam que, em homens com problemas urinários, como o aumento benigno da próstata, urinar sentado pode facilitar o esvaziamento da bexiga e reduzir desconfortos. Esses benefícios, porém, estão relacionados ao conforto e à funcionalidade do trato urinário, e não à prevenção do câncer. Em homens jovens e saudáveis, a diferença entre urinar sentado ou em pé é mínima do ponto de vista médico.
Levantamentos internacionais mostram que o hábito varia conforme a cultura. Uma pesquisa de 2023 da YouGov, feita com cerca de 7 mil homens de 13 países, apontou que 40% dos homens alemães sempre urinam sentados, enquanto 36% dos mexicanos nunca adotam a prática. O Brasil não participou do estudo.
Profissionais da saúde reforçam que a prevenção do câncer depende de fatores bem conhecidos, como não fumar, manter alimentação equilibrada, praticar atividade física, controlar o peso e realizar acompanhamento médico regular. No caso do câncer de próstata, idade e histórico familiar seguem sendo fatores de risco muito mais relevantes do que a forma de urinar.