A Prefeitura de Florianópolis anunciou a exoneração de aproximadamente 150 servidores da área da educação que participam da greve dos servidores municipais na Capital. A medida foi publicada no Diário Oficial de quarta-feira (6) e, segundo a administração municipal, ocorreu devido a “ausências injustificadas” dos profissionais. Nesta quinta-feira (7), a paralisação chegou ao 15º dia.
De acordo com o município, a greve foi considerada ilegal pela Justiça de Santa Catarina, o que faz com que a ausência de servidores por mais de 48 horas nas unidades de ensino seja enquadrada como injustificada. O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) criticou a decisão e lamentou o impacto sobre os servidores temporários atingidos pela exoneração.
A decisão judicial, divulgada no dia 30 de abril, apontou que o sindicato não apresentou um plano para garantir a continuidade dos serviços essenciais, especialmente nas áreas de saúde e educação, durante o movimento grevista. Para a Justiça, a situação descumpre o artigo 11 da Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989), que determina a manutenção dos serviços indispensáveis à população.
A paralisação segue afetando parte dos atendimentos na rede pública municipal. Nesta quinta-feira, cerca de 24% dos profissionais das escolas básicas aderiram à greve. Das 41 unidades escolares, 38 permaneceram abertas e três suspenderam as atividades. Nos núcleos de educação infantil, 74 unidades seguiram funcionando, enquanto 10 fecharam as portas. Na área da saúde, aproximadamente 10% dos trabalhadores participam do movimento.


