
Embora o voto seja obrigatório no Brasil para cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos, parte da população acaba justificando o voto e não exercendo seu direito. Em meio a esse cenário, uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (30) pelo instituto PoderData/Aya mostra que a maioria dos brasileiros afirma que continuaria participando das eleições mesmo sem a obrigatoriedade.
De acordo com o levantamento, 74% dos eleitores disseram que votariam caso o comparecimento às urnas fosse facultativo. Outros 22% afirmaram que deixariam de votar, enquanto 5% não souberam ou preferiram não responder.
Os dados indicam que a disposição para participar das eleições é maior entre os homens, com 76%, enquanto entre as mulheres o índice é de 72%. Já entre aqueles que disseram que não compareceriam às urnas, as mulheres representam 23% e os homens, 20%.
A pesquisa também revela diferenças entre as faixas etárias. Os eleitores com 60 anos ou mais são os que mais demonstram interesse em continuar votando, com 78%. Em seguida aparecem os entrevistados de 25 a 44 anos (75%) e os de 45 a 59 anos (74%). Entre os jovens de 16 a 24 anos, o percentual é menor, chegando a 63%.
O levantamento ainda cruzou os resultados com as preferências eleitorais dos entrevistados em um cenário de primeiro turno para a Presidência da República. Entre os eleitores que afirmaram que votariam mesmo sem a obrigatoriedade, 86% dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disseram que compareceriam às urnas. O índice é de 77% entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 70% entre os de Renan Santos (Missão), 65% entre os de Romeu Zema (Novo) e 64% entre os de Ronaldo Caiado (PSD).
Já entre os entrevistados que afirmaram que não votariam em um sistema facultativo, 68% disseram que optariam por anular o voto ou votar em branco. Nesse grupo, Augusto Cury (Avante) aparece com 57% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro, com 20%, e Lula, com 11%.
A pesquisa PoderData/Aya ouviu 2.400 eleitores entre os dias 26 e 29 de julho, por meio de entrevistas telefônicas automatizadas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).




