
Aos 36 anos, Lucélia Flores precisou aprender a lidar com uma nova realidade depois de receber o diagnóstico de neuromielite óptica, uma doença autoimune inflamatória que atinge menos de 1% da população do mundo. A notícia veio em novembro de 2023, após um período de 21 dias de internação.
Natural de Águas Frias, no Oeste de Santa Catarina, Lucélia é mãe, advogada e encontrou na família e nos amigos a força para enfrentar as mudanças provocadas pela doença. A filha também é uma grande parceira.
'O que me tira da cama é a profissão mãe'
Apesar das dificuldades, Lucélia afirma que a maternidade é sua principal motivação para continuar avançando. “Sou formada no amor que sinto pela vida da minha filha”, afirma. O apoio recebido durante o processo também fez Lucélia perceber que tinha ao redor uma rede maior do que imaginava.
Rede de apoio e o esporte
Para Lucélia, ser forte não significa enfrentar tudo sozinha. Segundo ela, a presença da família e dos amigos permite que os momentos mais difíceis sejam atravessados com mais segurança.“Eu tenho minhas turbulências, mas eu nunca caí no chão. Eu tenho os meus quando isso acontece.
O esporte também passou a fazer parte dessa nova fase da vida de Lucélia. Ela participou recentemente de um campeonato mundial de handebol paradesporto na Espanha sendo eliminada nas quartas de final pela seleção da casa.
"Foi uma honra vestir a camisa do Brasil em Barcelona, a modalidade me permitiu chegar longe", afirmou.
Conselho para quem enfrenta uma dificuldade
A experiência fez Lucélia desenvolver uma mensagem para outras pessoas que enfrentam doenças, deficiências ou situações que mudam completamente a rotina. “É um privilégio estar vivo, estar próximo e passar o tempo com as pessoas que você ama, não tem preço", comentou.