
A inclusão de ferrovias entre os investimentos financiáveis pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, o Fundo Clima, foi destacada nesta quarta-feira (18) durante o lançamento da Agenda Parlamentar da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura. A medida contou com articulação da deputada federal Daniela Reinehr (PL/SC), presidente da Câmara de Portos, e amplia as possibilidades de avanço em projetos estruturantes no país.
Segundo a parlamentar, a mudança representa um avanço na superação de gargalos logísticos que impactam a competitividade brasileira, especialmente em Santa Catarina. Ela ressalta que, apesar da força econômica do estado, com indústria, agro e portos consolidados, ainda há forte dependência do transporte rodoviário, o que eleva custos e limita o crescimento.
Com a nova fonte de financiamento, projetos ferroviários voltam ao radar. Entre eles está o Corredor Ferroviário de Santa Catarina, no trecho entre Correia Pinto e Chapecó, com cerca de 319 quilômetros, além da Ferrovia dos Portos, ligando Araquari a Navegantes. Também ganham relevância os contornos ferroviários em cidades como Joinville, Jaraguá do Sul e São Francisco do Sul, com impacto na mobilidade e no transporte de cargas.
No Sul do estado, a renovação da concessão da Ferrovia Tereza Cristina também aparece como estratégica, com previsão de novos investimentos. Já iniciativas de integração regional, como a conexão com a Nova Ferroeste, seguem como alternativas para fortalecer o escoamento da produção, especialmente no Oeste catarinense.
A deputada destaca que o momento exige articulação para transformar a nova possibilidade de financiamento em obras concretas.
“Se queremos falar de economia verde de forma séria, precisamos investir em ferrovias. Elas reduzem emissões, aumentam a eficiência logística e ajudam a diminuir custos. É uma solução que une competitividade com responsabilidade ambiental”, concluiu a parlamentar.









