
Pinhalzinho deu nesta quinta-feira (1º) um passo para a implantação do sistema de esgotamento sanitário do município. Duas ordens de serviço foram assinadas para o início das obras, que representam R$40,7 milhões em investimentos e contemplam a implantação da rede coletora e a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Os recursos são provenientes do Banco Europeu de Investimento (BEI).
O primeiro contrato, no valor de R$17,389 milhões, prevê o fornecimento, construção, instalação e pré-operação de uma ETE modular. A obra será executada pela Gratt Indústria de Máquinas Ltda. Já o segundo contrato, de R$23,4 milhões, contempla obras civis para implantação do sistema de esgotamento sanitário, incluindo ligações domiciliares, rede coletora, estação elevatória, emissário de efluentes e ações de trabalho socioambiental. A execução ficará a cargo da GKF Engenharia de Obras Ltda.
Durante a assinatura, o prefeito de Pinhalzinho, Alessandro Beltrame, classificou o momento como histórico para o município e destacou que o projeto representa o início de uma obra discutida há anos. Segundo ele, os investimentos em saneamento, somados à ampliação do sistema de abastecimento de água já em andamento, ultrapassarão R$70 milhões.
Beltrame destacou ainda que as obras de esgotamento sanitário podem gerar transtornos temporários à população, especialmente durante intervenções em calçadas e pavimentos, mas considerou a execução necessária para o desenvolvimento do município.
O prefeito também lembrou que está em andamento uma obra de R$26 milhões para ampliação da capacidade de tratamento de água na região de Santa Lúcia, incluindo a adutora. Para Beltrame, os investimentos representam uma mudança importante na infraestrutura de saneamento de Pinhalzinho.
“Estou há 20 anos pinhalense e escuto desde que aqui cheguei sobre aumentar essas capacidades, tanto de tratamento de água quanto iniciar o tratamento de esgoto. Então, com muita felicidade, satisfação e honra de poder estar assinando a ordem de serviço”, declarou.
O diretor-presidente da Casan, Pedro Joel Horstmann, também classificou a assinatura como um momento histórico. Ele explicou que o conjunto de investimentos da companhia e do Governo do Estado em Pinhalzinho chega a aproximadamente R$70 milhões, considerando as obras de água e esgoto. A nova estação de tratamento de água deverá ampliar a capacidade de tratamento de 60 para 150 litros por segundo, um aumento de cerca de 150%, segundo Horstmann.
Sobre o sistema de esgoto, o presidente da Casan explicou que a primeira etapa deverá atender aproximadamente 35% do município. Uma segunda etapa, também estimada em mais de 35%, deverá começar a partir de 2028. A estação que será construída nesta primeira fase, porém, terá estrutura projetada para atender futuramente até 90% de cobertura do município.
“Investir em saneamento é investir em saúde pública”, afirmou Horstmann.
Segundo ele, o contrato prevê 18 meses de execução das obras, mais seis meses de pré-operação, totalizando dois anos. A meta da Casan é concluir a implantação do sistema de coleta e tratamento de esgoto até o final de 2027.

Durante o ato, o diretor-geral da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (ARIS), Adir Faccio, destacou os impactos do saneamento na saúde pública e no meio ambiente. Ele lembrou que o Marco Legal do Saneamento estabelece a meta de 90% da população com acesso ao tratamento de esgoto até 2033.
Faccio também ressaltou que o desafio não se limita à área urbana. Segundo ele, para alcançar a meta de 90%, será necessário desenvolver soluções para propriedades rurais e locais onde a implantação de redes coletoras não seja viável. O diretor citou ainda iniciativas-piloto já desenvolvidas em Pinhalzinho para buscar alternativas de menor custo de implantação e manutenção na área rural.
Para Faccio, a ampliação do saneamento pode contribuir para a redução de problemas de saúde relacionados à contaminação da água e do meio ambiente. Ele também mencionou impactos associados ao desenvolvimento educacional e à qualidade de vida da população.
A implantação do sistema representa, portanto, uma nova etapa na infraestrutura urbana de Pinhalzinho. As obras deverão envolver intervenções em ruas, calçadas e imóveis para a instalação das redes e ligações domiciliares. O prefeito pediu compreensão da população durante esse período e afirmou que os transtornos temporários fazem parte de uma obra considerada necessária para acompanhar o crescimento do município.







