
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) executou menos de 1% das emendas parlamentares que deveriam ser pagas no primeiro semestre de 2026, conforme determina o cronograma estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Pelo calendário aprovado, o Executivo precisa liberar 65% das emendas individuais e de bancada destinadas a fundos de saúde, assistência social e também às transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”, que permitem aplicação em diferentes áreas. Ao todo, o montante previsto para o período é de R$17,3 bilhões.
Desse total, R$13,3 bilhões correspondem a emendas individuais de deputados e senadores, enquanto outros R$4 bilhões são de emendas de bancada. No entanto, até o fim de março, apenas R$102,3 milhões foram efetivamente pagos, o equivalente a 0,6% do valor exigido.
Os dados são do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento, e revelam um ritmo de execução bastante abaixo do previsto.
Até agora, os repasses realizados foram direcionados exclusivamente a emendas individuais voltadas para ações do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), responsável por políticas públicas na área de assistência social.
As emendas parlamentares desse tipo possuem caráter impositivo, ou seja, o governo é obrigado a executá-las. Ainda assim, o ritmo de pagamento depende da liberação por parte do Executivo, o que pode gerar atrasos ao longo do calendário estabelecido.











