
Com a chegada do período de maior circulação de doenças respiratórias, Santa Catarina intensifica a campanha de vacinação contra a Influenza e acende um alerta para a baixa cobertura vacinal registrada até o momento. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que apenas 29,3% do público prioritário recebeu a imunização, índice considerado distante da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Para manter a campanha ativa nos municípios, o estado recebeu até agora seis remessas de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde, totalizando 1,4 milhão de doses. A carga mais recente, com 248 mil imunizantes, chegou em 30 de abril e começou a ser distribuída ainda durante o feriado de 1º de maio. A operação logística segue até esta quinta-feira (7).
Segundo o diretor da Vigilância Epidemiológica Estadual (DIVE), João Augusto Fuck, a distribuição rápida das doses é fundamental para garantir a proteção da população mais vulnerável.
“O envio contínuo de vacinas é fundamental para manter o ritmo da campanha e ampliar a cobertura vacinal em todo o estado. Sempre que recebemos as doses do Ministério da Saúde, encaminhamos rapidamente para as regiões. Nosso objetivo é garantir que todos os municípios recebam as doses no tempo adequado para proteger os grupos mais vulneráveis”, ressaltou.
Apesar do esforço logístico, a SES demonstra preocupação com a quantidade de vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. O público prioritário estimado em Santa Catarina é de 3.264.818 pessoas, enquanto o número de doses recebidas até agora representa apenas 33,8% do necessário para atingir a meta de cobertura vacinal de 90%.
Diante da situação, o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, encaminhou um ofício ao Ministério da Saúde relatando a insuficiência no envio de imunizantes e alertando para a falta de estoques em diversos municípios catarinenses.
“O número de doses enviadas representa apenas 33,8% do quantitativo necessário para atingir o público alvo, inviabilizando o alcance da meta de 90% de cobertura vacinal nos grupos prioritários. Diversos municípios catarinenses estão comunicando à SES que não possuem mais estoques para dar seguimento à vacinação, paralisando a imunização da população prioritária em um momento epidemiologicamente crucial”, afirmou.
A campanha tem como foco principal crianças entre seis meses e menores de seis anos, idosos acima de 60 anos, gestantes, puérperas e pessoas com doenças crônicas ou deficiências permanentes, considerados mais suscetíveis às complicações da gripe.
A vacina trivalente aplicada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde protege contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B. A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é para que a população dos grupos prioritários procure a unidade de saúde mais próxima e mantenha a vacinação em dia para reduzir casos graves, internações e mortes provocadas pela doença.



