
O alerta está lançado. Santa Catarina deve registrar cerca de 1.200 novos casos de melanoma até o final de 2026, conforme estimativas da área da saúde. Considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele, o melanoma preocupa especialistas pelo alto potencial de disseminação para outros órgãos e pela elevada taxa de mortalidade quando descoberto tardiamente.
Diante desse cenário, o Governo de Santa Catarina reforça durante a campanha Junho Preto a importância da prevenção e da identificação precoce dos sinais da doença. A mobilização busca conscientizar a população sobre os riscos da exposição excessiva ao sol e a necessidade de acompanhamento médico diante de qualquer alteração na pele.
Apesar de representar uma parcela menor dos casos de câncer de pele, o melanoma é responsável pela maioria dos óbitos relacionados à doença. Em contrapartida, quando diagnosticado nos estágios iniciais, as chances de cura aumentam significativamente, tornando a observação dos sinais um fator decisivo para salvar vidas.
Entre os principais alertas estão pintas que mudam de tamanho, manchas que surgem recentemente ou lesões que apresentam alterações de cor, formato ou textura. Especialistas reforçam que nenhuma dessas mudanças deve ser ignorada.
Referência estadual no tratamento oncológico, o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) atendeu 171 pacientes com diagnóstico de melanoma (CID C43) ao longo de 2025. Somente em 2026, até o momento, outros 66 pacientes já passaram pela unidade para tratamento da doença.
A dermatologista oncológica do Cepon, Elisangela Boeno, destaca que a proteção solar continua sendo uma das principais formas de prevenção e deve fazer parte da rotina diária da população.
“Um cuidado é o uso do protetor solar de forma correta. A gente orienta pelo menos fator acima de 30, mas quem já tem histórico de câncer de pele na família ou já teve a doença deve utilizar fator acima de 50. É importante escolher produtos com proteção UVA e UVB e, atualmente, já existem opções com proteção contra a luz visível também. Orientamos a aplicação três vezes ao dia, preferencialmente pela manhã, ao meio-dia e por volta das quatro horas da tarde. Em áreas expostas, o ideal é reaplicar a cada duas horas”, explica a médica.
Além da proteção contra a radiação solar, a especialista reforça a importância da observação frequente da pele. Alterações em pintas e manchas podem ser os primeiros sinais do melanoma e, quanto mais cedo forem identificadas, maiores serão as chances de sucesso no tratamento.
Para garantir assistência à população, Santa Catarina conta com uma rede de 21 unidades habilitadas para o tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), distribuídas em todas as regiões do estado. A estrutura permite o acesso ao diagnóstico, acompanhamento e tratamento especializado, fortalecendo o enfrentamento ao câncer de pele em todo o território catarinense.





