
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) alcançou, em 2025, o maior índice de cobertura investigativa de sua história. Ao longo do ano, 90,46% das ocorrências de incêndios em edificações e explosões foram analisadas pela corporação, consolidando um avanço significativo na atuação estratégica e preventiva da instituição.
Mais do que um dado técnico, o resultado reflete diretamente na economia catarinense. Segundo o CBMSC, as ações de combate ao fogo aliadas aos sistemas preventivos permitiram a preservação de R$ 3,1 bilhões em bens no último ano. O valor representa o impacto positivo da atuação rápida das equipes e da eficiência das medidas de segurança instaladas nos locais atingidos.
A corporação destaca que o alto índice de investigação vai além da produtividade. A análise detalhada das causas dos incêndios permite aprimorar normas de fiscalização e estratégias operacionais, reduzindo riscos e evitando prejuízos de grande escala.
Por meio da Divisão de Investigação de Incêndio (DINVI), o CBMSC analisou 2.145 ocorrências em 2025. Os estudos identificaram causas e subcausas dos incêndios, equipamentos com maior potencial de ignição, comportamento de novos materiais de construção e falhas em sistemas de segurança.
O chefe da divisão, major Tadeu Luiz Alonso Pelozzi, destaca a importância da integração entre perícia e ciência.
“A integração entre a perícia e a produção científica fortalece nossa capacidade de proteger vidas e promover segurança à sociedade catarinense”, afirma.
O desempenho recorde também é atribuído ao suporte tecnológico dos laboratórios da corporação. Entre 2021 e 2025, os Laboratórios de Química Analítica (LQA) e de Reação ao Fogo (LRF) produziram 118 relatórios técnicos de alta complexidade.
As análises incluem identificação de líquidos inflamáveis e acelerantes, fundamentais para detectar possíveis incêndios criminosos, além de testes em materiais de construção.
Os estudos avaliam fatores como propagação das chamas, inflamabilidade e contribuição para a carga de incêndio, especialmente em locais com grande circulação de pessoas.
Além disso, os laboratórios utilizam simulações computacionais para modelagem de fumaça e calor, aprimorando rotas de evacuação e estratégias de combate. Também são realizadas avaliações sobre a eficiência de agentes extintores e sistemas de combate a incêndio.
O cálculo dos bens preservados considera a diferença entre os danos causados e o que foi efetivamente salvo graças à atuação dos bombeiros e aos sistemas de segurança existentes.
Para o CBMSC, os resultados demonstram não apenas a preservação de patrimônio, mas também a redução de riscos à vida.
“Os resultados demonstram impacto direto na preservação do patrimônio, por meio dos bens salvados, e na redução de riscos à vida, ao mesmo tempo em que reforçam o compromisso da corporação com a prevenção, a partir da identificação dos principais cenários de incêndio e dos equipamentos associados ao processo de ignição”.
Com o avanço nos índices investigativos e o investimento em tecnologia, a corporação consolida seu papel estratégico na segurança pública e na proteção da economia em Santa Catarina.








