
A sanção da lei que institui o programa Santa Catarina Games e Entretenimento Digital (SC Games) como política pública permanente marca um novo momento para o setor de tecnologia no estado. A medida, oficializada pelo governador Jorginho Mello, consolida uma iniciativa que até então funcionava por decreto e amplia sua atuação em todo o território catarinense.
Coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), com apoio do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina, o programa tem como foco a formação de jovens talentos, o incentivo à indústria de jogos digitais e o fortalecimento do ecossistema tecnológico local. A proposta surgiu a partir de projeto do deputado Ivan Naatz.
Segundo o secretário da área, Edgard Usuy, a iniciativa já apresenta resultados concretos e contribui para posicionar Santa Catarina como um dos principais polos de desenvolvimento de games no país. Atualmente, o estado ocupa a segunda colocação nacional no setor, conforme levantamento do Stun Game Index 2025.
A legislação estabelece diretrizes para ampliar o desenvolvimento da área, incluindo a qualificação de mão de obra, o estímulo à criação de empresas, a promoção de eventos e a inserção de produtos catarinenses em mercados nacionais e internacionais. Também prevê a integração entre governo, instituições de ensino e setor produtivo, além da criação de polos de inovação.
A execução do programa permanece sob responsabilidade da SCTI, com apoio de uma comissão gestora que reúne diferentes órgãos estaduais, como a Secretaria de Educação, a Fundação Catarinense de Cultura e a área de Esporte, além da InvestSC e do próprio Ciasc.
Apesar do avanço institucional e dos investimentos, a política também gera debate. O incentivo ao universo dos games, especialmente entre crianças e adolescentes, é visto por parte da população como um tema polêmico. Críticos apontam que, embora haja estímulo à educação e à inovação, a iniciativa pode contribuir para o aumento do tempo de exposição às telas, preocupação recorrente entre famílias e especialistas.
Por outro lado, defensores do programa argumentam que a proposta vai além do entretenimento, ao promover capacitação profissional, inclusão digital e desenvolvimento econômico em uma área em expansão global.











