
Mesmo após 18 anos de vigência da Lei Seca, dirigir sob efeito de álcool continua sendo uma das principais causas de acidentes graves nas rodovias brasileiras. Para marcar a data, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realiza nesta sexta-feira (19) uma mobilização especial em Santa Catarina, com ações educativas e fiscalização intensificada.
A operação acontece em diversas unidades da PRF no estado. Em alguns locais do estado, motoristas receberão orientações sobre os riscos da embriaguez ao volante e poderão participar de atividades que simulam os efeitos do álcool na capacidade de dirigir. Paralelamente, equipes realizarão testes do bafômetro para identificar infratores.

Os números mostram que o problema ainda preocupa. Em 2025, a PRF realizou mais de 318 mil testes de alcoolemia em Santa Catarina, registrando 265 motoristas embriagados e cerca de 4,5 mil recusas ao bafômetro. No mesmo período, foram contabilizados 508 acidentes relacionados ao consumo de álcool, com 415 feridos e 16 mortes.
Neste ano, entre janeiro e maio, já foram registrados 264 acidentes associados à embriaguez, deixando 238 feridos e uma vítima fatal.
Criada em 2008, a Lei Seca ajudou a reduzir significativamente os acidentes e mortes causados por motoristas alcoolizados. Segundo a PRF, nos últimos oito anos, os acidentes desse tipo caíram 40,2% nas rodovias federais brasileiras, enquanto o número de mortes teve redução de 57,3%.
A legislação prevê multa de R$ 2.934,70, suspensão da CNH por 12 meses e retenção do veículo para quem dirigir sob efeito de álcool ou se recusar a fazer o teste do bafômetro. Em casos mais graves, a conduta configura crime de trânsito, com possibilidade de prisão em flagrante e pena de até três anos de detenção.



