
Caminhoneiros de diferentes regiões do país voltaram a alertar o governo federal sobre a possibilidade de uma paralisação nacional nos próximos dias, em meio à alta do preço do diesel provocada pelos impactos da guerra no Oriente Médio. A categoria avalia que as medidas anunciadas para conter o custo do combustível não tiveram efeito.
Nesta segunda-feira (16), lideranças do setor indicaram apoio à mobilização. Ainda não há uma data definida, mas parte dos participantes defende que o movimento comece já nesta semana. A articulação reúne tanto caminhoneiros autônomos quanto profissionais que atuam para empresas de transporte.
Na semana passada, o governo anunciou um conjunto de medidas para reduzir o impacto do preço do combustível, em meio às consequências da guerra no Oriente Médio. Entre as ações, estão a zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel, a criação de uma subvenção para baratear o valor nas bombas e mudanças na fiscalização dos preços.
Em seguida, porém, a Petrobras promoveu um reajuste no diesel, o que, segundo os caminhoneiros, reduziu o alcance das medidas. A categoria também afirma que parte do benefício não chegou ao consumidor final, ficando retida na cadeia de distribuição, e critica a fiscalização.