
A confirmação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina começou a provocar novas restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. O Uruguai suspendeu temporariamente as importações de aves e produtos relacionados provenientes de todo o Brasil, ampliando os impactos comerciais da ocorrência registrada no Oeste catarinense.
A medida foi comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a exportadores brasileiros na segunda-feira (26). Conforme as regras estabelecidas pelas autoridades uruguaias, a suspensão abrange animais suscetíveis à doença e produtos e subprodutos elaborados após 6 de setembro de 2026. Determinados itens podem ser dispensados da restrição se passarem por tratamentos capazes de inativar o vírus e atender às exigências sanitárias.
O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, em uma granja comercial de perus localizada em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A propriedade abrigava aproximadamente seis mil aves. Após a confirmação, autoridades sanitárias intensificaram as ações de vigilância e controle, enquanto países importadores passaram a revisar as condições para a entrada de produtos avícolas brasileiros.
Além do Uruguai, o México também adotou restrições nacionais à importação de determinadas categorias de aves e produtos avícolas do Brasil. Outros países estabeleceram medidas direcionadas a Santa Catarina, entre eles China e Chile. Paraguai, Peru, Turquia e Cazaquistão também adotaram restrições que afetam produtos provenientes do estado, com diferenças no alcance de cada medida.
O Ministério da Agricultura mantém contato com autoridades sanitárias internacionais para apresentar informações sobre o foco e as ações de controle adotadas no país. A atuação busca atender aos requisitos dos mercados importadores e viabilizar a retomada das exportações conforme os protocolos sanitários de cada destino.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves e pode causar impactos à produção avícola e ao comércio internacional. Diante de ocorrências, os países importadores podem estabelecer restrições temporárias para reduzir o risco de entrada e disseminação do vírus.






