
Santa Catarina registrou um desempenho histórico nas exportações de carne de frango nos primeiros cinco meses de 2026. Entre janeiro e maio, o estado faturou US$1,15 bilhão com as vendas externas do produto, o maior valor já contabilizado para o período desde o início da série histórica, em 1997.
Além do recorde em receita, os frigoríficos catarinenses embarcaram 543,1 mil toneladas de carne de frango no período. O resultado foi impulsionado pela forte demanda internacional e pela valorização dos preços médios pagos pelo produto no mercado externo.
Na comparação com os cinco primeiros meses de 2025, o crescimento foi expressivo. O volume exportado aumentou 9,4%, enquanto a receita avançou 13,5%, consolidando Santa Catarina como uma das principais potências da avicultura nacional.
Os números também reforçam a relevância do estado no cenário brasileiro. Entre janeiro e maio, Santa Catarina respondeu por 24,9% de toda a receita gerada pelas exportações brasileiras de carne de frango e por 22,9% do volume embarcado pelo país.
De acordo com o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Luís Giehl, o desempenho recorde está diretamente ligado a fatores estruturais que diferenciam a produção catarinense.
“O primeiro é o padrão sanitário da avicultura catarinense, já que há mais de duas décadas o Estado é reconhecido pelos rígidos controles e pela excelência sanitária da nossa produção animal. O segundo ponto é a diversificação de destinos. A capacidade do Estado de pulverizar exportações por diferentes regiões do planeta torna a avicultura catarinense menos vulnerável a problemas localizados. E por fim, tem a competitividade do modelo de produção adotado aqui no Estado, baseada na integração entre a indústria e o produtor, o que permite o melhor planejamento da atividade e principalmente na forte presença da agricultura familiar no segmento de produção de aves”, destaca.
O melhor resultado do ano foi registrado em maio. No mês, Santa Catarina exportou 113,9 mil toneladas de carne de frango e alcançou receita de US$ 247,1 milhões. O desempenho é o melhor para um único mês desde dezembro de 2018.
Segundo análises da Epagri/Cepa, a expansão das exportações ao longo de 2026 tem sido sustentada pela recuperação da demanda internacional, especialmente em mercados estratégicos do Oriente Médio e da Ásia, regiões que seguem ampliando as compras da proteína produzida em Santa Catarina.




