
O início de 2026 marca um novo patamar nos repasses do Bolsa Família, que passou a pagar um valor médio de R$697,77 por família em janeiro, configurando o segundo maior resultado desde a criação do programa. O montante fica abaixo apenas do recorde observado em junho de 2023, quando o benefício médio alcançou R$705,40.
O valor elevado é resultado da combinação do benefício base, fixado em R$600, com os adicionais destinados a famílias com crianças, adolescentes e gestantes, o que amplia o total recebido mensalmente. Ao todo, 18,78 milhões de famílias foram atendidas neste primeiro mês do ano, número que representa um crescimento de cerca de 0,4% em relação a dezembro de 2025.
Nos últimos anos, o Bolsa Família passou por mudanças significativas, tanto no valor pago quanto no perfil dos beneficiários. O programa voltou a ocupar posição central no debate público, especialmente por iniciar um ano eleitoral com repasses médios muito superiores aos registrados em períodos anteriores, quando os valores ficavam abaixo de R$200.
Apesar da ampliação dos benefícios, o governo federal manteve o processo de revisão e atualização do Cadastro Único, que resultou na exclusão de milhões de famílias desde 2023. A estratégia busca aprimorar o controle dos dados, reduzir irregularidades e direcionar os recursos a quem efetivamente atende aos critérios do programa.
Com esses ajustes e a manutenção do valor médio elevado, o custo mensal do Bolsa Família chegou a aproximadamente R$13,1 bilhões em janeiro. O número evidencia o peso da política de transferência de renda no orçamento federal e reforça a relevância do programa no cenário social e político do país ao longo de 2026.



