
A maioria dos jovens brasileiros entre 14 e 24 anos está inserida no mercado de trabalho, na educação ou consegue conciliar as duas atividades. Apesar desse cenário positivo, 6,2 milhões de pessoas nessa faixa etária continuam sem estudar e sem trabalhar, formando o grupo conhecido como "nem-nem". Os dados fazem parte do Diagnóstico da Juventude Brasileira, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O levantamento, baseado em informações da PNAD Contínua (IBGE), da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do eSocial, mostra que o Brasil possui 32,9 milhões de jovens entre 14 e 24 anos. Desse total, 13,9 milhões estão ocupados, enquanto 12,8 milhões dedicam-se exclusivamente aos estudos. Outros 4,3 milhões conseguem estudar e trabalhar ao mesmo tempo.
Embora o número de jovens ocupados seja superior ao registrado antes da pandemia, o estudo revela que a permanência no emprego ainda é um desafio. Mais da metade dos trabalhadores jovens permanece menos de um ano no mesmo posto de trabalho, indicando elevada rotatividade.
O grupo dos chamados "nem-nem" representa 18,7% da população jovem brasileira. Segundo o Ministério do Trabalho, houve crescimento em relação ao fim de 2025, movimento considerado sazonal por causa do encerramento de contratos temporários e da transição do calendário escolar. Ainda assim, o governo avalia que o contingente continua sendo um dos principais alertas sociais do país, com impacto mais significativo entre as mulheres jovens.
A avaliação dentro do governo federal é que a tendência de longo prazo aponta para redução desse grupo, mas os números atuais demonstram que ainda há um desafio importante para as políticas públicas voltadas à juventude.
