
Três anos após os ataques que atingiram o coração das instituições brasileiras, o STF (Supremo Tribunal Federal) prepara uma programação especial para reforçar a memória e o compromisso com a democracia. No dia 8 de janeiro, em Brasília, a Corte promove um evento em alusão aos atos golpistas de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes.
A iniciativa recebe o nome “Democracia Inabalada: 8 de janeiro, um dia para não esquecer” e tem como proposta estimular a reflexão sobre os riscos enfrentados pelo Estado Democrático de Direito. Ao longo do dia, o STF reunirá atividades culturais, debates institucionais e espaços de diálogo com a sociedade.
A programação tem início no começo da tarde com a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, instalada no Espaço do Servidor do STF. Logo depois, o Museu do tribunal recebe a exibição do documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, que retrata os acontecimentos e o processo de reconstrução após os ataques.
Ainda no Museu do STF, jornalistas participam de uma roda de conversa dedicada à análise do papel da imprensa na cobertura dos atos golpistas e na preservação da memória histórica. O encerramento ocorre no Salão Nobre da Corte, com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, reunindo autoridades e especialistas.
Ao relembrar o episódio, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, classificou os ataques como a face visível de um movimento subterrâneo que articulava um golpe de Estado. Segundo ele, recordar a data com a seriedade necessária é essencial para seguir em frente sem apagar os fatos da história.
Os atos de 8 de janeiro foram precedidos por mobilizações iniciadas após o resultado das eleições de 2022, incluindo bloqueios de rodovias, acampamentos em frente a quartéis e episódios de violência em Brasília. Após investigações, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado, apontando uma conspiração para anular o resultado eleitoral e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


