
Tamanho não é documento! A moradora de São Carlos no Oeste de Santa Catarina, Marisa Inês Blume de 28 anos, tem 1 metro e 22 centímetros de altura e descobriu o nanismo na infância. Sempre com alegria, ela leva uma vida normal, esbanjando autoestima. “Quando eu nasci foi desconfiado que eu tinha um braço mais curto que o outro então a gente foi atrás, eles fizeram exames, eu fui para Chapecó para fazer acompanhamento com ortopedista, ali ele falou que não saberia me ajudar, eles me encaminharam para um pediatra aos dois meses, ele falou que eu tinha acondroplasia que é um dos tipos de nanismo que tem no Brasil, quando soube foi bem tranquilo, até meus pais nunca me esconderam, nem me deixaram de lado, eles sempre me envolveram na sociedade, os meus amigos também não me diferenciaram, a única diferença é a estatura menor”, disse
Marisa trabalha em uma instituição financeira. Na residência, acessa a pia e janelas com o uso de banquinhos, como atividades diárias realiza todos os afazeres de casa. No cotidiano ela enfrenta alguns empecilhos quando vai as compras e precisa de algum item no alto das prateleiras dos supermercados.
“Está cheio de banquinho e escadinha em casa ali eu subo, faço as minhas coisas, trabalho como auxiliar administrativo no Sicredi, a única adaptação que eles tiveram que fazer foi a compra de uma cadeira especial, o restante é normal. Um exemplo de dificuldade é nos mercados quando preciso de algo mais no alto que eu não alcanço, então peço ajuda”, comentou.
No território brasileiro síndromes que causam baixa estatura atingem, em média, um a cada 25 mil moradores, segundo a Associação Nacional de Pessoas com Nanismo. Em muitas situações, porém, elas são obrigadas a lidar com o preconceito e discriminação social e contornam as dificuldades de acesso em ambientes preparados para receber pessoas mais altas.
Marisa tem muita interação com a comunidade e até mesmo participa de um grupo de danças alemã no município onde mora.
“Eu levo alegria para o lugar que eu vou, até participo de um grupo de danças aqui em São Carlos, mas pode pedir para qualquer um, eu sou uma alegria em pessoa, claro tem os dias que bate a tristeza, bate alguma coisa, mas quando eu quero alguma coisa eu coloco na cabeça e vou a gente não pode desistir por qualquer tropeço”, comentou.
No Brasil, Paulo Gabriel da Silva, conhecido como Paulinho Gigante, e Katyucia Barros foram reconhecidos desde 2016 pelo Guinness Book, como o ‘menor casal do mundo’.
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