
O impasse entre o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Chapecó e Região (SITESPM-CHR) e a Prefeitura de Pinhalzinho em relação às reivindicações dos profissionais da Educação contratados em caráter temporário (ACTs) continua. Mesmo após reuniões entre as partes, não houve consenso para evitar a paralisação anunciada pela categoria, que tem início previsto para o dia 3 de novembro.
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A presidenta da Coordenação Municipal do SITESPM-CHR em Pinhalzinho, Marilene Lauermann, protocolou na Secretaria Municipal de Educação um novo ofício direcionado à secretária Carmen Fiorini. O documento apresenta a resposta do Sindicato ao Ofício nº 442/2026 e solicita a realização de outra reunião de negociação com o Governo Municipal.
Na manifestação, a entidade afirma que, apesar das diversas reuniões realizadas com a Administração Municipal, não foram alcançados avanços considerados suficientes para resolver o conflito e atender às reivindicações dos profissionais ACTs.
“A deliberação pela greve decorre, portanto, da ausência de solução após reiteradas tentativas de negociação”, destaca o Sindicato no documento.
A entidade sustenta que a decisão pela paralisação foi motivada pela falta de uma proposta concreta que contemple os pedidos apresentados pela categoria.
Por outro lado, a Administração Municipal afirma que já realizou três reuniões para discutir as reivindicações e que, durante os encontros, deixou claro que atendeu a todas as solicitações que tinham possibilidade de encaminhamento. Segundo a Prefeitura, apenas um dos pedidos não pôde ser contemplado por falta de amparo legal.
A reivindicação pendente trata da prorrogação do calendário escolar em mais um dia, permitindo que os profissionais ACTs recebam o décimo terceiro salário e as férias referentes ao mês de dezembro. A Administração explica que a adequação será implementada para o ano letivo de 2027, mas que, para este ano, não existe respaldo legal que permita a alteração.
A Prefeitura também publicou um esclarecimento em suas redes sociais para apresentar sua versão sobre as negociações e explicar os motivos pelos quais não será possível atender a essa solicitação em 2026.
Mesmo com a possibilidade de uma nova reunião, o Sindicato reafirma que a greve terá início no dia 3 de novembro, conforme comunicado já protocolado junto à Prefeitura de Pinhalzinho.
A entidade esclarece que a paralisação será por tempo indeterminado, não ficando restrita ao primeiro dia anunciado. A continuidade do movimento será avaliada diariamente pelos profissionais da Educação, levando em consideração os encaminhamentos das negociações e eventuais avanços nas tratativas com o Governo Municipal.
Até o momento, portanto, as duas partes mantêm posicionamentos distintos sobre o andamento das negociações. Enquanto o Sindicato considera que as reivindicações não foram suficientemente atendidas, a Prefeitura afirma que cumpriu todos os pedidos possíveis dentro da legislação vigente.
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