
A manutenção de animais silvestres exige cuidados específicos e o cumprimento da legislação ambiental. Em Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina, duas ocorrências registradas nesta semana chamaram a atenção para as condições em que esses animais eram mantidos. Até esta quinta-feira (29), mais de 40 aves já haviam sido apreendidas no município pela Polícia Militar Ambiental.
O caso mais recente ocorreu em uma propriedade fiscalizada pela Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), por meio do 15º Batalhão de Polícia Militar e da Polícia Militar Ambiental. No local, foram recolhidas 39 aves silvestres após os policiais identificarem condições inadequadas de manutenção, incluindo acúmulo de fezes e sujeira, alimentos deteriorados e com mofo, além de grande quantidade de insetos.
Durante a ação, também foram encontradas gaiolas sem acesso à água e aves mortas entre os demais animais. As condições identificadas motivaram o recolhimento dos espécimes e a adoção dos procedimentos ambientais e administrativos cabíveis.
Entre as aves recolhidas estão canários-da-terra, coleirinhos, trinca-ferros, azulões, cardeais-do-sul, pintassilgos, curiós, sabiás, tico-ticos-rei, tiê-pretos, sanhaço-frade, corrupião e um papagaio-verdadeiro.

Na verificação inicial, 15 aves apresentavam anilhas de identificação, enquanto outras 24 não possuíam esse tipo de marcação. A presença ou ausência de anilhas, isoladamente, não determina a situação legal dos animais, que depende da análise da documentação e das circunstâncias de manutenção.
A Polícia Militar Ambiental reforça que a criação de animais silvestres deve respeitar as exigências legais e garantir condições adequadas de saúde e bem-estar. A fiscalização busca identificar irregularidades e contribuir para a proteção da fauna silvestre.

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