
Desde o ano de 2020, toda pessoa física tem suas informações pessoais resguardadas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A norma busca abolir o uso e comercialização indevida desses elementos por meio de condições determinadas às empresas. O respeito à privacidade, a autodeterminação informativa e a defesa do consumidor são alguns dos seus fundamentos.
Neste ano com as eleições a segurança e o cuidado com a exposição destes dados se intensificam. A especialista em privacidade e proteção de dados, Camila Dutra, explica como a lei opera.
“Dentro da LGPD tem uma categoria à mais que se chama ‘dados pessoais sensíveis’, trata-se de raça, gênero, saúde e principalmente de filiação política. Neste sentido, a gente está tendo uma eleição muito polarizada onde os ânimos estão muito aflorados, e hoje em dia, se nós tiver um vazamento de dados das pessoas que são filiadas à determinado partido político, podemos ter uma grande ameaça a esses indivíduos”, disse.
Com relação a outros incômodos causados por contato ou vinculo indesejado pelo individuo, Camila, fala o que fazer nesses casos.
“A gente pode pedir para não ser incomodada ou para que esses dados sejam apagados. E um meio muito baseados na LGPD, é pedir para falar com o encarregado de dados pessoais, ele nada mais é, que responsável pela privacidade de dados dentro de qualquer instituição”, finaliza.
Ouça a entrevista completa.
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